27 de agosto de 2011

Pessoas vem pessoas vão. E eu estou aqui. Eu vou e venho também, e faço isso sem medo. Mas agora eu tenho medo do que foi. Tenho medo sobre não saber se vai voltar. Eu Ingrid uma das autoras desse blog a vida toda tive uma dificuldade imensa em fazer amigos. Sempre fui chatinha e seletiva. Não ia com a cara de uns e outros e isso era reciproco. Pois bem tive amigos, e hoje eu tenho amigos, poucos, mas os melhores. Mas um deles foi embora e está doendo tanto. É uma coisa meio assim, Eu o adoro e acho ele foda, mas só quando foi embora eu fui perceber. Fico pensando agora se fosse com os meus outros amigos. Se fosse com meu namorado. Com meus pais. Esse meu amigo volta, é apenas uma viajem de 4 meses. Mas vai faltar algo por aqui. E já falta tanta coisa ultimamente que meu cotidiano anda mais bagunçado que igreja sem padre. São pessoas amadas que não posso ver quando preciso, e pessoas amadas restritas a mim e as pessoas que estão a minha volta ainda não conseguem me acudir. Mas de qualquer forma, eu amo vocês. Vocês que se dispõem a ler esse texto, vocês que me deram palavras para escreve-lo e principalmente a vocês que estão citados no texto, mas com palavras eu ainda não consigo expressar o quanto eu queria que vocês fizessem parte física do meu cotidiano humano.




Texto especial para a outra autora desse blog Lorena Isabelle, Matheus e Djonny.

23 de agosto de 2011

O que ainda não faz parte total do cotidiano.

Música faz parte do cotidiano de todo mundo, eu acho. Seja no carro, no rádio, no MP3, no Ipod, no computador, em shows ou em qualquer outro lugar, cada barulhinho melódico que há no mundo pode gerar música. Mas o que ainda não faz parte do meu cotidiano, mas que em pouco tempo fará parte é a arte de um show. Fiz meu primeiro "show" no domingo, puro improviso. Tive 3 semanas pra ensaiar e preparar outros músicos que por sinal são meus alunos o que faz deles não serem profissionais. Uma correria que me fez abandonar a escrita de certa forma, tanto que meu ultimo post foi um desenho hehe. Mas cá estou eu escrevendo novamente e pensando no próximo e nos próximos shows. 


Ta ai um pedacinho mal gravado mas dá pra ter noção de como foi:

17 de agosto de 2011

Um certo lugar...

E quando nada disso mais bastar, haverá razão? Quando os questionamentos forem confusos o bastante para me fazer perder o raciocínio, existirá alguém pra socorrer? E se o pranto não cessar, alguém vai ouvir? Nesse estado de espírito agridoce, meio frio ou meio quente, bem certo ou muito errado...Será que em algum momento, por mais estranho que pareça, o ser humano consegue se encontrar na palavra dita sem intenção ou no gesto gentil de um estranho? Eu digo que sim.
Meus caminhos tortuosos me levaram ao que chamo de peculiaridade. Uma coincidência estranha, uma paixão comum, uma confusão de se invejar, umas prateleiras empoeiradas e belas, ao menos aos meus olhos. Uma biblioteca me faz viajar, me mostra gêneros diversos de seres. Meus pés tocam o assoalho e fazem um barulho estranho, olho ao redor e vejo uma coisa apenas: diversidade. Percebo o idoso que se sentou na parte mais iluminada para ler as letras miúdas (vejo amor antigo), vejo uma moça fazendo pesquisa com uma amiga (entendo necessidade e responsabilidade), percebo rostos conhecidos de passagem, mas não de convivência (lembro da rotina). A cada passo meu, uma nova percepção. Uma nova ideologia.
Silenciei e observei. Tentei me manter o mais neutra possível. Escolhi meus livros e segui novamente rumo ao balcão de baixa. Me assustei ao ver um sorriso bonito e certa gentileza amigável. Eu não podia sair de meu equilíbrio, eu estava quase lá! Mas uma conversa foi capaz de me fazer confundir a mente e depois retornar à terra firme. Palavras, frases, orações...Um intervalo de 10 minutos foi o bastante para me convencer a escrever meu cotidiano. Novamente!
Quando meu mundo pede ajuda, eu tento entender o próximo. Me esqueço que a maioria vê apenas a si, apesar do mundo vizinho estar ruindo. Naquela biblioteca aprendi que, apesar das diversidades, somos todos seres sensíveis ao olhar. A conclusão de cada um aos meus olhos foi diferente, mas todos trocaram um segundo de contato visual comigo e demonstraram um sentimento diverso. E quando eu, distraída no meu mundo, fui surpreendida por outro olhar, não pude evitar a reação. O que ele viu em meus olhos, não sei. Mas eu vi o que não enxergo nos olhos de muitos ao meu redor: curiosidade pueril. Se foi mais uma coincidência, também não sei. Mas foi bom poder partilhar esse momento ínfimo de descobrimento. Foi bom recuperar a razão com pura inocência do desconhecido. E agora me pergunto: atrás desses olhos castanhos, o que será que se passava? Talvez eu nunca descubra. Mas o momento aqui se gravou, na minha mente de Alice.

30 de julho de 2011

Um pouquinho da vida das autoras mas entre linhas, ou será fotografia.

Eu desde os 10 anos a Lorena acho que não faz muito tempo. Mas esse é um pouquinho do nosso cotidiano. A Lorena é por pura arte, eu é além de o amor da minha vida o meu trabalho!

28 de julho de 2011

O Cotidiano de uma Adolescente com Cólicas

Era pra ter sido tudo diferente hoje. Eu devia ter ido a escola, prestado atenção na aula de matemática, chegado em casa, almoçado, limpado a casa e ter ido na casa da @anacaroldp para ter aula de piano e ela ter tido aula de violão. Porém nada disso aconteceu. Eu mal preguei o olho a noite, consegui dormir as 3 horas da manhã e acordei as 6. Acordei e pensei "tenho que ir a aula", mas logo em seguida a dores provocadas pela descamação do meu endométrio tomou cota de mim e tive que me livrar do meu jantar. Fui na cozinha dei comida aos gatos tirei a chave da porta pra minha avó poder abrir a porta na hora que chegasse e esquentei água para me esquentar. consegui dormir as 8 da manhã, acordei as 10 com o dobro da dor. Tomei banho, tomei remédio, arrumei a cama e pedi para minha mãe fazer um floral para mim. Almocei quase nada, pois tudo o que entrava saia, lavei a louça e me joguei no sofá, eu e o notebook aqui. Então tive a ideia de assistir a seriados e escolhi o clássico e não tão recente "Sex And The City" assisti quase toda a primeira temporada e baixei filmes também.   Ou seja, hoje eu fugi do meu cotidiano. Tive um dia de férias em meio a minha rotina. E adorei. Apesar da dor eu tirei o dia pra mim. Não estudei, não trabalhei e nem me preocupei. Simplesmente vive o que tive vontade. Recomendo. E também percebi uma coisa, é só quando ficamos doentes ou doloridos que nós nos mimamos. Sem precisar do carinho alheio, mas nós nos curtimos. Nós temos a companhia de nós mesmo, e estar consigo mesmo era com certeza algo que fazia parte do meu cotidiano e por um tempo não fez mais. Porém gostei tanto de reviver isso. Portanto agora eu vou aceitar mais a minha querida Solitude/Solidão.

25 de julho de 2011

Quando faltam palavras, o sorriso!

Ontem parei para refletir se alguém, assim como eu, já pensou na morte de uma pessoa pouco conhecida mas muito querida. Acredito que muitos já. Mas o fato é que depois de um telefonema recebido lá pelo anoitecer de um dia qualquer, eu parei para pensar. Meu peito doeu fundo. Não era sobre morte que a pessoa do outro lado da linha falava, mas sobre a doença e a dor enfrentada por duas pessoas queridas por mim e minha família. Meus tios.
Um dia após esse dia qualquer (que não foi nem de longe insignificante) viajei rumo a casa de meus tios. Ao chegar lá, encontrei minha tia bem debilitada, mas usando de todas as forças para ajudar meu tio, que não conseguia sair da cama. Entrei no quarto com um sorrisinho meio bobo dançando nos lábios. Fui até o lado da cama de meu tio e disse, baixinho: "Tio, lembra do violão? Então, trouxe para o senhor ouvir o que já aprendi!". Ele de imediato abriu um sorriso bonito e pediu ajuda para sentar na cama, o que não fazia desde que saiu do hospital. Ajudamos ele a se sentar e me arrumei na cadeira para tocar "uns acordes". Meu objetivo era distraí-lo e mostrar que segui o rumo no qual ele mesmo me inspirou. Eu cantei a plenos pulmões e não percebi que ele havia fechado os olhos para melhor me ouvir. Quando estava para terminar a canção eu o olhei e senti me inundar algo que jamais havia conhecido antes: alegria pura e simples.
Para aquele momento eu não tenho uma só palavrinha que seja. Eu me aproveitei da alegria dele. E sei que jamais esquecerei aquele momento.
A tarde foi repleta de minhas canções de iniciante no violão, mas a voz me ajudou, confesso. Eu sorria de todo, assim como meu tio. Ele, assim como todas as vezes que o visitamos, tornou a me contar a sua história com minha tia. Cheia de peripécias e muito amor. Aquele amor verdadeiro e puro, que quando mesmo após 60 anos de casados, ainda assim olham-se com ternura. Onde aquele rapaz transparesse no olhar de homem senil, mas de boa memória. Ele finalizou a história olhando para minha tia, que estava na porta do quarto, e sorri alegremente. Torna a me olhar e diz: "Ela foi a melhor coisa que já me aconteceu. Eu a amo e agradeço todas as noites a Deus por ter me permitido uma vida ao lado dela". Sei que jamais conseguirei imaginar um sem o outro, pois se completam de todo. Esse sim, é o amor verdadeiro. Que ultrapassa os limites da razão humana. Esse sentimento é sentido por todos ao redor. Sentimento que talvez minha juventude não seja capaz de conhecer. Mas a história de ambos ficará para um outro "dia qualquer, mas de importância", mesmo porque, hoje, eu queria contar meu cotidiano. A felicidade que compartilhei com uma pessoa que agora me é bem conhecida, e extremamente amada. Meu tio, por partilhar aquele sorriso com uma pobre descrente, que agora crê, ao menos nos sorrisos de olhos fechados.

21 de julho de 2011

O Cotidiano Humano de Uma Tarde Chuvosa e Fria da Minha Querida Curitiba Durante as Férias


Em uma tarde sem o que fazer existe algo melhor do que uma bebida quente e coisas gostosas para comer? Imagine caro leitor, você deitado no sofá com uma coberta, assistindo a um bom filme, rindo ou chorando dependendo do gênero, e tomando algo quente para se esquentar e comendo coisas que você adora. Então eu recomendo esse cotidiano para todo mundo!

20 de julho de 2011

Dia do Amigo


Justificamos o inquestionável, e questionamos o injustificável. Damos condições ao afeto e deixamos correr livre o dissabor. A amizade não cabe em palavras, cabe em olhares. Ela se demonstra com o abraço apertado que dura uma vida inteira. Definição: "Sentimento fiel de afeição, estima ou ternura entre pessoas que não são parentes ou amantes". Cabe uma vida dentro dessas orações. Um olhar entre amigos diz muito mais do que esse infinito de gramática. Você já parou para pensar no seu mundo sem amigos, leitor?

Concordemos que por inúmeras vezes nos enganamos com relação às amizades, mas se houveram ranhuras, elas não eram puramente amizades. Amizade verdadeira é aquela em que ambas as pessoas se sentem seguras perto uma da outra. Onde o amor supera as expectativas e as brincadeiras superam as regras tradicionais. Como eu sei disso? Eis aqui como aprendi o valor do amigo:
Quando os olhares se cruzam e sabemos que a gargalhada será inevitável. Quando o colo é a única maneira de curar a dor passageira. Quando o abraço dura mais de um minuto, e ainda é pouco. Quando a saudade aperta no peito, mesmo que a distância seja mínima.
E por fim: quando você não pode imaginar o mundo sem aquela pessoa, que por mais irritante ou perfeita que pareça você sabe que jamais poderá ser substituída!

A vida nos dá presentes diariamente. Ela nos proporciona um dia de cada vez para ser vivido de maneira inovadora. Com o tempo, que é curto para alguns, pode-se aproveitar para mudar o prisma. Eu ganhei meus presentes e guardo aqui no peito a lembrança de cada um. Mas como a vida também é arteira, me deixa sentindo a falta dos meus presentinhos divinos. É assim que eu percebo a brisa batendo em meus cabelos e refrescando meu dia, os pássaros cantando a beira da janela e a canção que insiste em continuar em minha cabeça. A minha tertúlia me trouxe paz e felicidade. A vida deu-me a chance de agradecer. Obrigada meus amigos, pelas piadas e pelos conselhos. Pelas tardes de brincadeiras e pelas lágrimas em grupo. Obrigada pelas memórias que jamais esquecerei. Obrigada pela eternidade na fração do segundo. Eu amo vocês, meus presentes, meus amigos!

18 de julho de 2011

Quem nunca viveu esse cotidiano?

Encostar a pélvis na pia e sair com a calça molhada.
Colocar uma colher embaixo da torneira enquanto lava a louça e espirrar um monte de água.
Nada esquentar seu pé em um dia frio.
Cortar o cabelo e se arrepender.
Apostar em algo que todo mundo sabe que você vai perder, mas você acha que vai ganhar.
Lavar a mão e escorrer um fio de água por dentro da blusa de manga comprida.
Não ter papel higiênico no banheiro.
Não ter uma toalha pra enxugar as mãos.
Ler um livro massa de final péssimo.
Comprar uma coisa do Paraguai e ela estragar em duas semanas.
Fazer miojo e esquecer ele no fogo e ficar que nem papa.
Esquecer os óculos em qualquer lugar.
Entrar em desespero achando que perdeu dinheiro e ele estava no seu bolso o tempo todo.
Procurar meias na gaveta não achar, chamar sua mãe e ela dizer: "Tá aqui ó"
Todo mundo sair lindo em uma foto menos você.
Seus dedos ficarem bêbados e você digitar tudo errado.
Escrever uma coisa na agenda e esquecer desta coisa mesmo assim.
E outras mil coisas que vocês dirão nos comentários porque eu não me lembro de mais nada, rs.