Em passos doces e delicados ela parecia criança em inicio de aulas de balé. Suave ela caminhava na mesma direção que eu, a padaria. Era avoada, e eu adoidada a observá-la. Não sei bem porque me chamou atenção. Tinha passos médios, pernas compridas, rosto belo e mais pálido do que o normal pelo frio, respirava pela boca, usava um cachecol que voava no vento junto com parte do seu cabelo que havia se desprendido do coque. Entrou na padaria, pediu um pão de queijo e um café com leite para comer ali mesmo. E enquanto ela não saiu dali eu também não sai. Observei tudo o que consegui. E cheguei a uma simples conclusão, se ela fosse por dentro a mesma beleza que era por fora seria quase perfeita, só não seria perfeita porque ela fez parte do meu cotidiano, e depois dela eu vi que existem muitas outras parecidas com a moça da padaria.

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