Os transeuntes andavam apressadamente. As lojas lotadas tinham corações de papel de um vermelho carmim, haviam balões e casais apaixonados. Era dia dos namorados. Vi um casal com cabelos brancos abraçados em um banco. Crianças correndo, aproveitando a desatenção dos pais. Casais jovens namorando românticamente, ou apenas no breve "ficar". Qual será mesmo o conceito desse dia? Passá-lo acompanhado de qualquer um, desde que com alguém? Bem, isso não vem ao caso. Não agora, pelo menos. O que chamou-me a atenção naquele caos era um casal em especial. Tinham aproximadamente a mesma idade, uns 18 anos. Ambos com cabelos castanhos e olhos tristonhos. Discutiam em baixo tom, mas era possível notar o brilho das lágrimas no rosto dele. Não sei o motivo, nem sei se deveria. No meio daquela multidão alegre e desordenada duas almas sofriam, talvez até se separassem. Ora, qualquer casal briga, não é? Mas penso em seus planos.Será que queriam ser um dia como aqueles velhinhos que me chamaram a atenção pouco antes? Já não sei sobre isso. O fato foi que discutiram. Mas no fim, sorriram e abraçaram-se, simplesmente. Quando se olharam novamente não havia malícia ou mágoa. Havia uma coisa apenas. Amor. E isso fez-me ter esperança. Terá você, caro amigo, crença neste verbo?O Cotidiano de um cidadão comum como esses que se vê na rua, em prosa, verso ou dissertação.
14 de junho de 2011
Meu bem, meu mal.
Os transeuntes andavam apressadamente. As lojas lotadas tinham corações de papel de um vermelho carmim, haviam balões e casais apaixonados. Era dia dos namorados. Vi um casal com cabelos brancos abraçados em um banco. Crianças correndo, aproveitando a desatenção dos pais. Casais jovens namorando românticamente, ou apenas no breve "ficar". Qual será mesmo o conceito desse dia? Passá-lo acompanhado de qualquer um, desde que com alguém? Bem, isso não vem ao caso. Não agora, pelo menos. O que chamou-me a atenção naquele caos era um casal em especial. Tinham aproximadamente a mesma idade, uns 18 anos. Ambos com cabelos castanhos e olhos tristonhos. Discutiam em baixo tom, mas era possível notar o brilho das lágrimas no rosto dele. Não sei o motivo, nem sei se deveria. No meio daquela multidão alegre e desordenada duas almas sofriam, talvez até se separassem. Ora, qualquer casal briga, não é? Mas penso em seus planos.Será que queriam ser um dia como aqueles velhinhos que me chamaram a atenção pouco antes? Já não sei sobre isso. O fato foi que discutiram. Mas no fim, sorriram e abraçaram-se, simplesmente. Quando se olharam novamente não havia malícia ou mágoa. Havia uma coisa apenas. Amor. E isso fez-me ter esperança. Terá você, caro amigo, crença neste verbo?
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