14 de junho de 2011

Meu bem, meu mal.

Os transeuntes andavam apressadamente. As lojas lotadas tinham corações de papel de um vermelho carmim, haviam balões e casais apaixonados. Era dia dos namorados. Vi um casal com cabelos brancos abraçados em um banco. Crianças correndo, aproveitando a desatenção dos pais. Casais jovens namorando românticamente, ou apenas no breve "ficar". Qual será mesmo o conceito desse dia? Passá-lo acompanhado de qualquer um, desde que com alguém? Bem, isso não vem ao caso. Não agora, pelo menos. O que chamou-me a atenção naquele caos era um casal em especial. Tinham aproximadamente a mesma idade, uns 18 anos. Ambos com cabelos castanhos e olhos tristonhos. Discutiam em baixo tom, mas era possível notar o brilho das lágrimas no rosto dele. Não sei o motivo, nem sei se deveria. No meio daquela multidão alegre e desordenada duas almas sofriam, talvez até se separassem. Ora, qualquer casal briga, não é? Mas penso em seus planos.Será que queriam ser um dia como aqueles velhinhos que me chamaram a atenção pouco antes? Já não sei sobre isso. O fato foi que discutiram. Mas no fim, sorriram e abraçaram-se, simplesmente. Quando se olharam novamente não havia malícia ou mágoa. Havia uma coisa apenas. Amor. E isso fez-me ter esperança. Terá você, caro amigo, crença neste verbo?

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